Bulling, último texto do antigo site
O conceito de “Bullying” apareceu na década de 1970, e é um fenômeno mais perceptível no ambiente escolar, porém, ele vem acontecendo muito antes, na história do Homem e na convivência, podendo acontecer, também, na fase adulta.
Essa violência tem características que fazem com que seja reconhecido o ponto de Bullying.
O fato de acontecer em paridade, ou seja, entre duas pessoas na mesma hierarquia. A repetição de atos, gestos e até mesmo, agressões, em momentos que a vítima não espera, e em oportunidades em que estão sem alguma autoridade por perto. Desigualdade de poder, física ou psicológica. A intensão de ferir o oprimido pela ação. E um público que estimula o ato, por estarem de acordo, ou por medo de serem os próximos humilhados.
A ideia de combate é, inicialmente, dar suporte para que eles, primeiro se abram ao responsável por uma mediação em locais separados, e em períodos próximos, evitando que haja uma agressão que intimide a declaração da vítima. E depois, que consigam conversar juntos, uma maneira de solucionar esse problema. Fazendo com que o agressor, ou, os agressores percebam o mal que estão praticando. E a vítima, alcance o estágio de valorização pessoal e adquiria auto proteção.
Segundo pesquisas, a prática de Bullying causa danos sérios nas pessoas, que se perpetua à fase adulta. Onde os opressores tendem a entrar para a marginalidade e uso de entorpecentes, devido a pouca sensibilidade que não foi resolvida no passado. As vítimas, se isolam socialmente, e tem grandes chances de desenvolver ansiedade, depressão, e crises, de pânico, por exemplo. Tanto quanto, às pessoas que presenciaram e não se indignaram diante da situação, também acabam tendo danos à personalidade, com sentimento de culpa, ou, socialmente, a pessoa passa a naturalizar ações violentas, como sendo normal da convivência entre os seres humanos.
Toda sociedade deve se atentar a essa violência com mais seriedade. Promover a diversidade entre as pessoas é essencial, com brincadeiras que incluam a todos, conversas abertas, estimular trabalhos e dinâmicas que incluam aqueles que são de diferentes 'panelinhas', abrir horizontes, etc...
Estimular que as pessoas reconheçam os seus sentimentos com perguntas reflexivas, as estimulando a pensar sobre si mesmas, e sobre sua conduta diante dos outros, faz com que essa pessoa toque na sua consciência o que está errado em si socialmente, dando-lhe, oportunidade de mudar. É necessário permitir que elas sintam indignação perante alguma imagem, vídeo e na vida real, que seja abusivo, violento, injusto e, também, é preciso fortalecer o autoconhecimento das pessoas, estimulando a leitura, a escrita e o questionamento sobre o que vê, sobre si mesmas, e sobre quais experiências elas acreditam que sejam boas para o seu desenvolvimento pessoal e espiritual.
Esses desabafos, trocas, percepções e sugestões buscadas e conversadas entre os próprios envolvidos na solução de conflitos, bullying, ou qualquer problema de convivência, incentiva as pessoas a se afastarem da violência, terem empatia, serem responsáveis por seu papel social, perderem preconceitos, e se amarem entre si, como membros de um mesmo espaço, e de uma mesma nação.
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